A princípio, falar a verdade parece um bicho de sete cabeças. Mas não é! Para quem pretende passar informações à população, principalmente o jornalista que tem a ética e a responsabilidade do que escreve, sabe muito bem como se pode chegar a verdade, o que só se consegue longe dos interesses pessoais, das frustrações, da psicose e traumas íntimos e, o mais importante, obrigatoriamente tem que abrir a mente. Aqui vai um adendo: mente e paraquedas quando não se abrem, o desastre é fatal!

O que temos visto no meio jornalístico são pseudojornalistas querendo se aparecer – ganhar furo de reportagem -, difamando a torto e a direito quem quer que seja. Infelizmente, nós jornalistas, que temos o compromisso com o direito, nos sentimos humilhados de tanta patifaria em nosso meio. Há mais fofocas do que informações, consideradas como Fake News, porque nesse meio tenebroso, há os vampiros sedentos pelo sangue da informação mentirosa e nebulosa.

Ao caso

O que é que o Coronavírus vem fazendo? Mexendo com a autoestima das pessoas e as colocando em estado de choque e tensão, com os nervos à flor da pele. Não devemos esquecer esse estado emocional para o fato a seguir. A partir daí, então vamos lá!

Drª Taynara Oliveira pediu demissão da direção do Hospital Nossa Senhora da Conceição em Piúma. E que fique bem dito: Não foi demitida, até porque é uma excelente médica e já está empregada em outro município. Tive o cuidado de ouvi-la em uma entrevista gravada no ES em Foco. Ela pediu demissão por discordar de interferências políticas na administração do Hospital. Ledo engano! Os responsáveis pela administração pública são os políticos escolhidos democraticamente pelos eleitores ocupando cargos no executivo, legislativo e, por mérito, o Judiciário. Não tem como impedir essa interferência. E quem vai trabalhar em órgãos públicos têm que se sujeitar a essas regras ou cai fora. Foi o que aconteceu com a Drª Taynara, pediu demissão!

A verdade nua e crua

Como chegamos a verdade da demissão de Drª Taynara depois de circular na cidade matéria jornalística incriminando Dr. Joel?

Partimos do mundo racional, equilibrado e investigativo para desvendar o mistério. A quem deveria procurar para fazer essa matéria? As pessoas diretamente envolvidas? Sim! Ai vem a lucidez: quem estará com a verdade? Se entrevistasse Drª Taynara, certamente ela contaria sua versão em sua defesa. Se Dr. Glauco ou Dr. Joel, da mesma forma. Foi onde recorri a verdadeira fonte e que poderia me dar todos os detalhes, até porque ela sentiu na pele o desespero da mãe que estava agonizante na cama do Hospital local, Jorgiane Taylor Ciciliotti.

Os fatos

Nos conta Jorgiane, a Jô, filha de Cleuza Taylor, 73 – mais conhecida como Dona Caçula -, as duas muito respeitadas e muito queridas pelo povo piumense. “No dia 18 de maio último, era umas 17e30h, levei minha mãe ao Hospital de Piúma, depois de estar passando mal com um AVC. Chegando lá Dr. Joel nos atendeu, e se não fosse ele minha mãe, naquele momento teria morrido. Ele a tirou da crise. Tenho muito que agradecer a Dr. Joel. Ele praticamente salvou minha mãe. E sempre preocupado, estava toda hora no quarto dela perguntando o seu estado. Naquela noite minha mãe estava bem. Quando amanheceu, Dr. Joel chegou me avisando que iria sair do plantão dele. O turno dele tinha terminado e minha mãe passava bem. Já era dia 19. Logo após, minha mãe começou a passar mal e, desesperada, pedia a presença do médico de plantão, que era o Dr. Glauco, para atende-la. E nada! Foi quando, naquele momento de desespero, comecei a filmar o que acontecia no Hospital, do mal atendimento. Aí, Drª Taynara ficou sabendo e se dirigiu imediatamente ao Hospital. Era mais ou menos umas 11 horas. E nesse mesmo momento também chega Dr. Joel para saber como estava minha mãe. Foi quando lhe contei o que ocorrera pela negligência do Dr. Glauco em não atender minha mãe, que passava mal. Daí ele saiu tenso e acabou em discussão com o Dr. Glauco e Drª Taynara. Depois fiquei sabendo que a Drª Taynara tinha pedido demissão. Não tenho nada a dizer contra Dr. Joel e nem de Drª Taynara. Agora, se não fosse Dr. Joel, naquele momento em que trouxe minha mãe para o Hospital, ela teria morrido! A minha bronca foi com o Dr. Glauco”, assim nos explanou Jô, a filha da paciente Dona Caçula, onde reside toda a verdade, que deveria ser contada na mídia local, e não foi!!

Em memória – Infelizmente, por nossa tristeza, Dona Caçula veio a falecer dias depois do ocorrido. Nossos sentimentos a toda família e rogamos a Deus as suas benções para essa alma maravilhosa que tanto conhecemos em vida. Durante toda conversa que tive com Jô, as lembranças de sua mãe, Dona Caçula, me vinha a mente. Uma senhora toda alegre, elétrica, sempre disposta. Uma pessoa muito amável. Os nossos sinceros sentimentos. Também estamos tristes!!        

1 COMENTÁRIO

  1. Li a matéria em relação aos últimos acontecimentos em Piuma, a saída da dr Thayná, mais o jornal para ser justo e coerente no que está dizendo na matéria, deveria ouvir a versão do dr Glauco, o motivo pelo o qual ele não foi atender a senhora, não trás a verdade dessa forma, só trás mais um ponto de vista, mais um lado político, não foi a verdade nua e crua, a verdade nua e crua e ouvir todos os lados, saber o ponto de vista de cada pessoa envolvida nessa situação, pois no momento do ocorrido a versão do dr Glauco não foi ouvida, ele no momento poderia estar em um atendimento de urgência, no qual não poderia deixar de fazer. Todos deveriam ser ouvidos e só assim se fazer uma matéria, com todas as versões, o que parece e que mais uma vez, existe política na matéria, visto que só a senhora que veio a óbito e a dr Thayná não estão concorrendo a um cargo político, já os demais envolvidos são pré candidatos.

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