Em dezembro do ano passado, a empresa comunicou um programa de investimentos de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,17 bilhões) na Argentina

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 12, a apoiadores que o fechamento dos parques fabris da Ford no Brasil aconteceu porque a empresa “perdeu para a concorrência” e “em um ambiente de negócios, quando não se tem lucro, se fecha”. “Assim é na vida e na nossa casa”, completou o presidente que disse lamentar a escolha da montadora de encerrar a produção no País e do fechamento de 5 mil postos de trabalho.

Em dezembro do ano passado, a empresa comunicou um programa de investimentos de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,17 bilhões) na Argentina.

Segundo Bolsonaro, “faltou à Ford dizer a verdade: eles querem subsídios”.

O presidente da República afirmou também que a montadora recebeu R$ 20 bilhões em renúncia fiscal do governo e subsídios e questionou aos apoiadores se estes gostariam de continuar “dando R$ 20 bilhões a eles”.

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Redação do hgnoticias.com.br

Quer dizer, que pelos investimentos de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,17 bilhões) na Argentina, a Ford, na realidade, tirava dinheiro do governo brasileiro? Aí ela tem dinheiro?? Uma tremenda sacanagem. E Bolsonaro, como quer o bem do Brasil e dos brasileiros, não se sujeita a não querer continuar dando essa mamata para a automobilística, como se fazia. E faz muito bem o nosso presidente. Quanta safadeza com o povo brasileiro, que ainda conheceremos.  

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Sindicato dos Metalúrgicos quer que a Ford reverta demissões

Montadora anunciou fechamento de fábricas no Brasil

Publicado em 12/01/2021 – 12:42

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) quer que a Ford reveja a decisão de fechar as fábricas no Brasil e mantenha os empregos. Segundo o presidente do Sindicato, Claudio Batista, os trabalhadores foram “pegos de surpresa” com a decisão anunciada ontem (11).

Além da planta de Taubaté, a Ford vai fechar a fábrica de Camaçari, na Bahia. A fábrica da Troller, em Horizonte (CE), vai encerrar as atividades até o fim deste ano. Serão mantidos, entretanto, a sede administrativa para a América do Sul em São Paulo, o Centro de Desenvolvimento de Produto na Bahia e o Campo de Provas em Tatuí (SP). A produção de veículos na região ficará concentrada na Argentina e no Uruguai.

Manutenção de empregos

“O sindicato vai fazer toda luta necessária para tentar reverter essa situação”, disse Batista. De acordo com ele, os 830 funcionários da fábrica em Taubaté tinham estabilidade no emprego até o fim de 2021, devido a um acordo de redução de jornada e salários feito no ano passado, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A unidade da montadora na cidade está há 53 anos de atividade.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) evitou comentar diretamente as razões e os impactos do fechamento das fábricas no Brasil. 

“A Anfavea não vai comentar sobre o tema. Trata-se de uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas. Respeitamos e lamentamos”, disse a entidade em nota.

No entanto, a associação comentou que os custos de produção têm afetado as montadoras no país. “Isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano, sobre a ociosidade da indústria (local e global) e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a alta carga tributária é um dos fatores que dificulta a manutenção da produção industrial no país. “A Fiesp tem alertado sobre a necessidade de se implementar uma agenda que reduza o Custo Brasil, melhore o ambiente de negócios e aumente a competitividade dos produtos brasileiros. Isso não é apenas discurso. É a realidade enfrentada pelas empresas”, disse em nota a federação.

Fonte: Agência Brasil- Fernando Fraga / Daniel Mello (São Paulo)

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Ford encerra produção de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo

Publicado em 30/10/2019 – 16:41

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

A Ford anunciou nesta quarta-feira (30) o encerramento da produção de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, depois de 52 anos. O anúncio havia sido previamente divulgado em fevereiro e, segundo nota da montadora, está “em linha com a decisão de sair do segmento de caminhões na América do Sul”.

De acordo com a nota, as negociações envolvendo a venda da planta para o grupo Caoa ainda estão em andamento. “A Ford reitera que continua fazendo todos os esforços cabíveis para alcançar um resultado positivo.”

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que cerca de 650 funcionários que trabalham na produção serão desligados da fábrica. As demissões começam a ser homologadas nesta quinta-feira (31), em turmas de 100 trabalhadores por dia. Cerca de mil trabalhadores, da parte administrativa, continuam na fábrica de São Bernardo.

Segundo o sindicato, a partir de abril, os funcionário serão transferidos para uma nova sede na capital paulista. Nos próximos dias, continuam sendo realizados no sindicato módulos dos cursos de educação financeira e orientação para o mercado e carreira, oferecidos pela entidade.

Na última assembleia com os trabalhadores na Ford São Bernardo, realizada nesta terça-feira (29) representantes do sindicato lembraram ações realizadas pela entidade em conjunto com os trabalhadores na tentativa de reverter a decisão da montadora – greve, atos e passeatas, além da ida de dirigentes à matriz da Ford, nos Estados Unidos, para uma conversa com a direção mundial da empresa.

O sindicato lembrou que, após a confirmação de que o fechamento da unidade era irreversível, os esforços voltaram-se para a negociação de um pacote de indenização que ajudasse a amenizar o impacto da decisão sobre os trabalhadores, o que foi alcançado, e para o contato com diversas instâncias do poder público que pudessem ajudar na busca de um comprador que mantivesse o parque fabril e os empregos.

A fábrica de São Bernardo do Campo foi adquirida pela Ford há 52 anos, com a incorporação da Willys Overland do Brasil. Nela foram produzidos vários ícones da indústria automobilística, como o primeiro carro de projeto global a chegar ao Brasil, o Ford Escort, além dos modelos Corcel, Del Rey, Pampa, Ka e Fiesta.      

“Em nome da Ford Motor Company, quero agradecer aos funcionários de São Bernardo pelo seu profissionalismo e dedicação durante vários anos”, disse, em nota, o presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters. “Mesmo após o anúncio feito em fevereiro, eles nunca deixaram de cumprir com suas obrigações, produzindo produtos de altíssima qualidade e cuidando da segurança.”

A história da fábrica de São Bernardo se confunde com o crescimento da indústria no no município, no estado de São Paulo e no Brasil. Além de automóveis, o complexo produziu motores, tratores e, em 2001, passou a abrigar a fábrica de caminhões, transferida da antiga unidade do Ipiranga. A Ford São Bernardo foi também o berço do sindicalismo no Brasil e a primeira na indústria a ter uma comissão de fábrica, no início dos anos 80.

Volkswagen dá férias coletivas

Em Taubaté, interior de São Paulo, a Volkswagen colocou os funcionários da sua fábrica em férias coletivas por causa da queda na exportação de veículos para a Argentina.

“Para fazer frente à redução nos volumes de veículos exportados do Brasil para a Argentina, estamos pontualmente utilizando ferramentas de flexibilização da produção, como o período de 20 dias de férias coletivas, para parte dos empregados da fábrica de Taubaté, a partir do dia 28/10, para se adequar à demanda do mercado”, informou a Volkswagen em nota.

A montadora não informou quantos funcionários estão em férias coletivas. A Volkswagen produz em Taubaté os modelos Up!, Gol e Voyage, que são exportados para a Argentina.

Funcionários da Ford aprovam acordo sobre fechamento de fábrica no ABC

Publicado em 30/04/2019 – 12:06 Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Os trabalhadores da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, aprovaram hoje (30), em assembleia, um acordo com a empresa. Segundo nota da montadora, será oferecido um plano de demissão incentivada que vai oferecer compensação financeira para os trabalhadores.

A montadora anunciou em fevereiro que vai fechar a fábrica na cidade devido à decisão da matriz norte-americana de deixar o segmento de caminhões. Após negociações entre a Ford e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, chegou-se ao acordo apresentado hoje aos funcionários da unidade.

Os valores serão determinados com base no tipo de contrato de cada trabalhador, o tempo de serviço e uma possível contratação futura, caso a fábrica seja vendida. A empresa vai oferecer ainda apoio psicológico e cursos de requalificação profissional, em parceria com o sindicato.

Desde o anúncio, a montadora e o governo estadual buscam um comprador para a unidade, reduzindo dessa forma o impacto do fechamento. Segundo o sindicato, a fábrica emprega cerca de 4 mil pessoas. Além da linha de caminhões, a empresa está descontinuando as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta.

A Ford tem mais duas fábricas no Brasil, uma em Camaçari (BA) e outra em Taubaté (SP).

Edição: Maria Claudia

João Doria anuncia que há três interessados na fábrica da Ford

Publicado em 26/02/2019 – 11:45

O governador de São Paulo, João Doria, informou hoje (26) que já há três interessados para a compra da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo.

“Posso antecipar a vocês que já recebemos três consultas de fabricantes de caminhões e automóveis, e oportunamente, após a evolução desses entendimentos, tornaremos público essas intenções”, disse Doria, após cerimônia de abertura do evento Doing Bussiness Brasil 2020, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Segundo Doria, dois dos interessados são multinacionais. O outro, uma empresa brasileira. “O que demonstra que estamos em bom caminho de encontrar um comprador”, acrescentou.

Na semana passada, após se reunir com o CEO da Ford na América Latina, que confirmou o fechamento da fábrica em São Bernardo, Doria havia anunciado que o governo de São Paulo iria se empenhar em ajudar a empresa a encontrar um comprador para a fábrica.

“Estabelecemos com ele que, até novembro, a operação será normal (na fábrica)”, disse Doria.

Fonte: Agência Brasil – Fernando Fraga / Elaine Patricia Cruz (São Paulo)

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