Com a mostra digital, a obra Portrait of the Night, da artista ucraniana Nadiia Forkosh, foi arrematada por US$ 4.500


A exposição Breaking The Fourth Wall – A Digital Art Expo (ou Quebrando a Quarta Parede – Uma exposição de Arte Digital, em português), está despertando o interesse das pessoas pela arte em NFT (No Fungible Tokens), ativo digital que tem sua autenticidade comprovada por blockchain, a mesma tecnologia utilizada nas criptomoedas.

Prova disso é a venda da obra Portrait of the Night, da artista ucraniana Nadiia Forkosh, que estava na plataforma MakersPlace por mais de 200 dias e após o início da exposição, foi arrematada por US$ 4.500.

A exposição, em Florianópolis (SC), conta com a participação de um time de artistas digitais brasileiros de peso, como o premiado André Holzmeister, brasileiro que mora em Nova York e é considerado referência mundial em NFT, computação gráfica e motion design, além de nomes como Flávio Montiel, Rafael do Nascimento Fernandes, Rodrigo Rodrigues (RodRod), entre outros.

Para Holzmeister, esse é só o começo de um mundo novo que se abre, com olhos para o futuro. “O NFT está democratizando a arte digital e tornando-a acessível a todos. A exposição se tornou uma importante chave que está abrindo a porta para as pessoas se aproximarem mais desse universo, além de uma importante possibilidade para os artistas divulgarem suas obras, até então pouco conhecidas”.

“O mistério se esconde, e não aparece…a história é imaginação. Todos os segredos estão sendo mantidos sob sua capa azul”.

Essa é a forma como Nadiia Forkosh define a obra digital The Portrait of the Night. “Na minha criação pretendo abrir a alma das coisas. Eu não crio a imagem que aparece por si só, estou olhando a sua forma. Dessa forma, eu imprimo o meu estilo”, diz a artista ucraniana.

Nascida em Kiev, na Ucrânia, Nadiia teve contato com a arte ainda pequena. Seu avô a ensinou a desenhar. “Ele me ensinou que as linhas podem ser subjugadas à sua vontade e que a cor pode dizer mais como você se sente do que as palavras”.

A partir daí, a artista passou a pintar e deu vida a diversos personagens – pessoas, roupas, árvores, integrantes de contos de fada. Após terminar os estudos, Nadiia não queria mais retratar o mundo, mas compreendê-lo.

A partir do momento em que ingressou na universidade, a artista começou a estudar as obras de grandes mestres, sendo três deles grandes influências em seu estilo, como Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, Salvador Dalí e Wassily Kandinsky. “Caravaggio me surpreendeu com contrastes e pressão. Dalí me mostrou que podemos colocar nossos sonhos na perspectiva da realidade. A energia fluida e a expressividade afiada de suas pinturas influenciaram minha busca pela forma”.

Mas Nadiia encontrou a liberdade de estilo quando conheceu as obras de Kandinsky. “Linha, ponto e cor aqui adquiriram independência do retratado, o que é característico da própria arte. Entendi Kandinsky como um chamado para remontar a estética da pintura”.

Originalmente artista das telas e pincéis, Nadiia foi surpreendida pelo mundo digital, que, como ela diz, surgiu de repente e começou a influenciar ativamente as atitudes estéticas usuais, tornando-se um campo de experimentação. “Eu queria encontrar uma ferramenta para retratar a alma nesta dimensão digital”, ressalta.

Atualmente, suas obras em NFT estão expostas na galeria ARX de Londres, juntamente com suas telas. “Ainda estou tentando resolver o enigma de linhas e cores que meu avô uma vez me falou”, reflete.

Compra das obras

Localizada no rooftop do Floripa Square, a exposição Breaking The Fourth Wall – A Digital Art Expo pode ser vista a quilômetros de distância pelas pessoas.

Para quem se interessar pelas artes, o mecanismo de compra é inovador, assim como a própria arte em NFT. Por meio da leitura de um QR Code, o interessado em conhecer e adquirir as obras é direcionado para o site no qual elas estão expostas e ali mesmo pode fazer a compra da arte em NFT escolhida.

Os interessados devem entrar em contato no e-mail: [email protected]r

Fonte: Fernanda Ribeiro – Relações Públicas – Digital Trix – (11) 97398-5187

O que é cultura digital?

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Vivemos e compartilhamos nossas vidas e momentos no ambiente digital. Interagimos, fazemos mobilizações sociais, compartilhamos trabalhos artísticos e divulgamos conteúdo entre tantas outras atividades com nossos amigos ou pessoas totalmente desconhecidas por meio do digital.

Todas essas experiências fazem parte do que chamamos de Cultura Digital. Será que os seus vídeos publicados no Youtube podem ser inclusos como produção de cultura? E a sua curadoria de imagens no Pinterest?

Temos o conceito de cultura como o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, os costumes… Ou seja, todos os hábitos aptidões adquiridos pelo ser humano. Podemos entender que cultura digital inclui todas essas questões construídas e experiências compartilhadas no ambiente digital.

A cultura da contemporaneidade

Os pesquisadores das novas tecnologias e ativistas Bianca Santana e Sergio Amadeu da Silveira afirmam que a Cultura Digital é a cultura da contemporaneidade.

Para eles, esse novo tipo de cultura representa uma mudança de era. “Com processos que se auto-organizam, emergentes, horizontais, formados como descontinuidades articuladas, podem ser assumidos pelas comunidades locais, em seu caminho de virtualização, para ampliar sua fala, seus costumes e seus interesses”.

Um exemplo, podemos pensar em todas as mobilizações de financiamento coletivo. Pessoas comuns se mobilizando no ambiente digital para contribuir financeiramente em prol de um projeto de um desconhecido.

Todas as novas formas de se comunicar e relacionar por meio das novas tecnologias abrem a possibilidades de construção da cultura digital.

Desse modo nunca menospreze o valor da sua produção! Seja um texto em um blog, um post no Instagram ou um vídeo no YouTube.

Todas as formas de compartilhamento de experiências e divulgação de informações fazem parte do processo de construção da cultura. Sendo que muitos influenciam a formação da nossa sociedade.

Faça sua contribuição à produção de cultura digital. Crie, interaja, compartilhe e deixe a sua marca nessa geração!ANTERIOR

Tecnologia das Artes

Disciplina: Arte e cultura digital
Docente: Raquel Rennó
EMENTA DA DISCIPLINA:

Análise das práticas que relacionam arte, ciência e tecnologias digitais a
partir de obras (textos, websites, obras online, vídeos,etc) que abordam, de
distintos modos, as relações entre ciência, arte, tecnologia e mídia digital de
modo a oferecer um panorama de como este contexto vem sendo pensado
na contemporaneidade. A disciplina propõe discutir questões sobre os modos
como os meios digitais recolocam a questão das artes, os novos modos de
produção e consumo de imagens, a história da mediatização de obras
artísticas coletivas, o impacto dos contextos sociais, políticos, institucionais
na produção artística e na construção de produtos midiáticos. Também serao
discutidos elementos característicos do ambiente artísticos como: presença
das obras de arte digital nos museus e bienais, preservação, modos de
exibição (formato expositivo vs. apresentações/workshops de pesquisa). O
objetivo destas discussões não se limita a analisar os distintos usos dos
meios digitais em propostas artísticas e suas relações com a ciência, mas
também os modos de relacionar áreas de conhecimento e sistemas de
linguagem de maior ou menor proximidade.


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Jornalista formado pela Universidade Ceub - Brasilia/DF. Ex-presidente da Adjori/ES - Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Estado do Espírito Santo - de 2013 a 2016